
Idéias inconstantes e pensamentos mútuos, cada dia uma nova crença, é tão difícil descrever alguém.
Não suporto a maldade nos olhos dos outros, mas exalo veneno, não consigo entender a bondade de um sorriso e ainda assim eu não o tiro de minha face.
Prefiro encarar isto como um espetáculo de circo, é engraçado como os pensamentos fluem a cada instante, não sei de onde vim, pra que vim e pra onde vou, nem sequer sei o que quero. Então começo a rir intensamente, e meu riso transforma minha desgraça em algo tão cômico, que imagino que sou um palhaço com um nariz vermelho dizendo "abraços grátis" ao meu pior inimigo.
Parece que estou ouvindo os ruídos de um instrumento musical ao lado de fora do show, quando de repente me vejo espelhada no palco, tocando-o. Sou a protagonista e tudo perde a graça, começa a doer e sangrar. Então me entupo de álcool, fumo um maço de cigarros e de repente tudo não passou de um sonho e estou voando novamente, e rindo da formiga que leva sua comida para o formigueiro, e do céu que é tão colorido. Vejo um mundo inexistente do qual eu não quero sair e, de repente o despertador toca, tudo fica escuro, e novamente são 5 horas da manhã.
A água escorre pelo meu corpo e com ela descem todos os planos que assombravam mina mente, pego minha câmera e tiro mais uma fotografia alheia, onde o sol nasce fazendo um magnífico espetáculo, mais uma vez, agradeço por ver esta paisagem a cada manhã. Inesperadamente a sobriedade aflora em mim e penso que ainda tenho algo que seja ou muito puro, ou um tanto quanto alienado.
A água escorre pelo meu corpo e com ela descem todos os planos que assombravam mina mente, pego minha câmera e tiro mais uma fotografia alheia, onde o sol nasce fazendo um magnífico espetáculo, mais uma vez, agradeço por ver esta paisagem a cada manhã. Inesperadamente a sobriedade aflora em mim e penso que ainda tenho algo que seja ou muito puro, ou um tanto quanto alienado.