Uma fúria desvairante tomava conta de sí, ela novamente se encontrava em meio a uma convulsão sem sentido, sentindo o estômago se contrair impetuosamente.
"Estou voltando ao normal"
Ela tremia e percebia a maneira como aquele jogo havia feito um efeito fervoroso em sí.
Normal!
Nunca soube o real significado de tal palavra!
Mas ainda sem sabê-lo, sempre julgou o normal como algo perverso, o normal jamais se enquadraria em algo bom.
O normal sempre foi apontado a ela como um ato de julgamento, desprovido de toda e qualquer justiça. Mas pela primeira vez, ela que sempre teve uma opinião formada a respeito da expressão de cada palavra, não sabia dizer o que era "normal" naquela situação.
Talvez o normal seja a palavra pelo qual ela sempre manteve uma aversão inveterada.
De fato, o normal é uma palavra que lhe leva ao ímpeto da fúria, sempre preferiu as coisas fugindo do ponto em comum, ser visto como um lunático sempre foi preferível à equalização.
E agora, oscilando descontroladamente, ela sintetizava a idéia de que o normal é mesmo desprezível.