Nua... Despida...
Onde estás a precária armadura?
Olhos impenetrantes agora decifráveis...
Maquiagem mascarada toda tirada.
Cigarros jogados no chão, em grande quantidade eu diria...
Amigos jogados no bar.
Você, cada vez mais acabando conosco.
Agora me sinto despida, despida de tudo o que me compunha.
Estou nua em uma montanha russa... tudo gira, gira e gira.
Você está lá embaixo a me esperar, contemplando como eu fico bem penetrável e decifrável quando sou apenas eu, nua, incompleta, sem nada de mim, transbordando você.
Somos eu morta e a sua vida correndo em suas veias sujas.
Somos o seu drama. Talvez ainda exista outro eu escondido por trás de nós.
Apenas um pouco de mim, apenas um resto do que sobrou, para não nos deixar afundar em todo seu espírito de heroína.