sexta-feira, 20 de maio de 2011

Instantes de desatinação

Gostaria de devolver-te a sanidade e fazer claras tuas idéias.
Gostaria de não ter que olhar teus olhos sedentos por sangue a cada dia de minha vida.
Seus lampejos de alucinações fazem meu sangue ferver provocando um grito que tornam surdas minhas ideias.
Então perco eu o poder de pensar e alcançar um ideal, perco eu o desejo de ajudar-te, perco eu... me perco... te perco.
Sinto o cheiro repugnante de suas palavras pairando no ar, e minha vontade é de esmagá-la até transformar-te em pó... então lembro que esta que alimenta meu ódio não é você, e sim no que tem se tornado, lembro que ainda que você não seja a mais doce das criaturas existentes no mundo, é especial por ser  você.
E inesperadamente meu ódio transforma-se em amor, em tristeza, em mágoa e em nó na garganta.
Meus olhos se petrificam e eu percebo que não posso sequer lacrimejar, pois o ser humano é uma criatura adaptável, e até mesmo eu já me adaptei com o eterno devaneio de nossos dias.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Strangers feelings

Quisera eu poder abandonar minhas várias vontades, assim como a falta delas.
Quisera eu olhar em teus olhos e sentir aquele fogo subir por meu estômago e sair ardente num forte beijo em teus lábios. Pergunto-me quando me abstraí de todos aqueles sentimentos que ferviam em minhas entranhas e a resposta sempre foge pelas entrelinhas de minhas ideias, como se desejassem escapar de meu entendimento.
É totalmente inconcebível que algo tão forte possa sumir tão repentinamente.
Quisera eu poder compreender a essência das coisas, das pessoas e de suas ações.
Quisera eu poder entender-me.