
As notas vão entrando como facas e rasgando seus ultimos sentimentos,
Novamente ela sente aquele aperto no peito... as lágrimas... a brisa suave batendo em sua face.
Não há uma explicação lógica pra tudo aquilo,
É algo que apenas os deslumbrados com o céu veem.
Este é o lugar onde fotografias falam e o som sente,
É aqui onde tudo acontece e, não importa quão lisa seja a superfície, este estado não identificado nunca se evapora.
E quanto mais o vento bate balançando galhos e levando folhas, mais o vento traz lembranças e sentimentos.
É aqui onde ela reflete a cada manhã, onde ela ama e odeia.
É aqui onde o silêncio fala mais do que qualquer multidão.
Onde a quebra do silêncio é um grito interno, que a derruba como um furacão seria capaz de fazê-lo.
É aqui onde o passado e o presente travam batalha pra decidir quem é o melhor.
Ela odeia este estado de abatimento e enfraquecimento interior.
Mas ao mesmo tempo ela adora a inspiração subindo-lhe aos poucos com aquela acidez da tristeza que lhe corroe a alma.
É tão amedrontador, tão magnífico.
E ela se sente alucinada novamente, ligada a sentimentos inexistentes, maravilhosos, insanos e assustadores.
Não há resposta para suas dúvidas.
Não há palavras que expressem sua angustia.
Não há silencio que cale esse grito, que só ela é capaz de escutar.
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