terça-feira, 17 de novembro de 2009

Contradição

Ela ia e vinha.
Sentia um frio caloroso que a arrepiava e a fazia transpirar.
Via o constraste do preto no branco.
O belo e o feio.
O real e o imaginário.
O descer e o subir.
E no meio o intalado.
O que não saía jamais....
O que sua voz era incapaz de dizer.
O que seus olhos eram incapazes de admitir enxergar.
Não havia uma definição.
Ela desejava matar seu maior amor, para que pudesse morrer tranquila.
E junto a tudo que estava intalado, encontravam-se lágrimas grossas e inexpressivas.
A efusão de seus sentimentos causava uma opacidade impressionante.
Seu cansaço lhe fazia perder o sono.
A cafeína lhe proporcionava o mesmo.
Durante o dia o sono lhe invadia.
Durante a noite a alienação lhe invadia.

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