Gostaria de devolver-te a sanidade e fazer claras tuas idéias.
Gostaria de não ter que olhar teus olhos sedentos por sangue a cada dia de minha vida.
Seus lampejos de alucinações fazem meu sangue ferver provocando um grito que tornam surdas minhas ideias.
Então perco eu o poder de pensar e alcançar um ideal, perco eu o desejo de ajudar-te, perco eu... me perco... te perco.
Sinto o cheiro repugnante de suas palavras pairando no ar, e minha vontade é de esmagá-la até transformar-te em pó... então lembro que esta que alimenta meu ódio não é você, e sim no que tem se tornado, lembro que ainda que você não seja a mais doce das criaturas existentes no mundo, é especial por ser você.
E inesperadamente meu ódio transforma-se em amor, em tristeza, em mágoa e em nó na garganta.
Meus olhos se petrificam e eu percebo que não posso sequer lacrimejar, pois o ser humano é uma criatura adaptável, e até mesmo eu já me adaptei com o eterno devaneio de nossos dias.
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