sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Só mais uma história sem sentido

Uma menina relativamente bonita corria perigo, fazia um ano que ela não via sua amiga Maria, esta mesma que foi a sua casa hoje, elas mataram as saudades de maneira tão intensa, que ela acabou dormindo e não entendendo nada que acontecia a sua volta.
Enquanto isso, eu estava deitada, brincando com aquela embalagem, que eu não sabia ao certo dizer qual era o conteúdo. Seria um creme? Ou uma loção capilar qualquer? Eu apenas achei legal a maneira como o líquido se transportava de uma ponta à outra da embalagem, e a pressão com que batia em minhas mãos.
Tentei ler o que estava escrito na embalagem, percebi que o som como as palavras saíam de minha boca provocavam um efeito legal e viciante e, quando percebi estava fazendo aquele barulho de maneira descontrolada e intensa, enquanto elas riam de mim, a menina relativamente bonita, sua amiga e Maria.
Logo depois resolvi ir embora, a amiga, que obviamente não era nem a menina relativamente bonita, nem Maria, resolveu me acompanhar.
Entramos no ônibus, e fomos conversando a respeito de maçãs, garotos e garotas.
Até que ela chegou ao seu destino e desceu.
Então, tirei meu fone e coloquei em meu ouvido, coloquei as músicas para tocar de maneira aleatória, algumas eram felizes demais, o que me levava ao impulso de passar para a próxima... pronto aquela era boa o suficiente. Mas me levava à náusea, à nostalgia e a outros sentimentos que eu prefiria reprimir.
Entretanto, era como se a dor me possuísse e, se a música parasse, a dor aumentava e corroía minha alma.
Até que cheguei ao meu destino, consultei o relógio e percebi que ainda havía tempo o suficiente, então fui perambulando pelas ruas, dando voltas e reparando ao meu redor, de repente eis que surge aquela praça em cima do túnel, mesmo local que alimentava memórias passadas.
Me sentei sozinha naquele banco, acendi meu cigarro e passei a reparar nos carros entrando no túnel e subindo as ruazinhas, as pessoas tão pequenas andando lá em baixo, e o céu, com suas cores alucinantes e estranhamente perfeitas.
Como havia eu me tornado tão estranha?
E quando o dia tinha se tornado tão belo?

Um comentário:

Beca disse...

tive um orgasmo fortíssimo lendo esse texto!
me senti [e me sinto] exatamente como a personagem principal. como se todas essas frases tivessem saído de mim.